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A Natureza do Bem e do Mal

A Natureza do Bem e do Mal

Excerto tirado do livro “Seth Fala: A Eterna Validade da Alma”.

CAPÍTULO 17: PROBABILIDADES, A NATUREZA DO BEM E DO MAL, E O SIMBOLISMO RELIGIOSO

“O dogma cristão fala da ascensão de Cristo, inferindo, é claro, uma subida vertical para os céus e o desenvolvimento da alma é frequentemente discutido em termos de direção. Para progredir é suposto ascender, enquanto o horror da punição religiosa, o inferno, é visto no fundo [inferior] de todas as coisas.

“Assim, o desenvolvimento é considerado apenas em direção de uma linha única, em termos cristãos. Raramente, por exemplo, ele é pensado em termos horizontais. A idéia da evolução em seu significado popular promulgou esta teoria, como por progressão gradual em uma única direção, o homem emergiu do macaco. Cristo bem poderia também ter desaparecido lateralmente.

“A realidade interior da mensagem foi dita em termos do que o homem da época pôde entender, de acordo com suas suposições enraizadas. O desenvolvimento se desdobra em todas as direções. A alma não está ascendendo numa série de passos onde cada um representa um novo e elevado ponto de desenvolvimento.

“Ao invés disto, a alma fica no centro de si mesma, explorando, estendendo suas capacidades em todas as direções simultaneamente, envolvida em assuntos de criatividade, cada um altamente legitimado. O provável sistema de realidade abre a natureza da alma à você. Isto deveria mudar as idéias atuais de religião consideravelmente. Por esta razão, a natureza do bem e mal é um ponto altamente importante.

“Por um lado, bastante simplesmente, e de certo modo que você não pode entender no momento, o mal não existe. Porém, você é obviamente confrontado com o que parecem ser efeitos bastante maléficos. Tem sido dito frequentemente que há um deus, então deve haver um diabo – ou, se há um bem, deve haver um mal. Isto é como dizer que como uma maçã tem um topo, então tem que ter um fundo – mas sem nenhum entendimento do fato de que ambos são uma porção da maçã.

“Voltando aos nossos fundamentos: Você cria realidade através de seus sentimentos, pensamentos, e ações mentais. Algumas destas são materializadas fisicamente, outras são realizadas em sistemas prováveis. Você é apresentado com uma série infinita de escolhas, aparentemente, a qualquer ponto, umas mais ou menos favoráveis que outras.

“Você tem que entender que cada ato mental é uma realidade pela qual você é responsável. Isto que você é neste sistema particular de realidade. Enquanto você acreditar num diabo, por exemplo, você criará um que é real o bastante para você, e para os outros que continuam criando-o.

“Por causa da energia que ele é dado por outros, ele terá uma certa consciência própria, mas tal diabo simulado não tem poder ou realidade para aqueles que não acreditam na existência dele, e que não dão a ele energia através de suas crenças. Ele é, em outras palavras, uma alucinação superlativa. Como mencionado anteriormente, aqueles que acreditam num inferno e se subscrevem a ele através de sua crença podem de fato experienciar um, mas certamente em nada como termos eternos. Nenhuma alma é ignorante para sempre.

“Aqueles que têm tais crenças, de fato lhes faltam uma confiança profunda na natureza da consciência, da alma, e no Tudo-Que-É. Eles não se concentram no que pensam sobre o poder do bem, mas temerosamente no que pensam sobre o poder do mal. A alucinação é criada, portanto, do medo e da restrição. A idéia do mal é meramente a projeção em massa de certos medos – massa porque é produzida por muitas pessoas, mas também limitada porque sempre houveram aqueles que rejeitaram este princípio.

“Algumas religiões muito antigas entenderam a natureza alucinatória do conceito de diabo, mas até mesmo em tempos egípcios, as idéias mais simples e mais distorcidas prevaleceram, particularmente com as massas de pessoas.  De alguns modos, os homens naqueles tempos não entenderam o conceito de um deus sem o conceito de um diabo.

“Tempestades, por exemplo, são eventos naturais altamente criativos, entretanto também podem causar destruição. O homem primitivo conseguia ver apenas a destruição. Alguns entenderam intuitivamente que quaisquer efeitos são criativos, apesar de suas aparências, mas poucos puderam convencer seus colegas.

“O contraste de luz-e-escuridão nos apresenta com o mesmo tipo de cenário. O bem foi visto como luz, pois os homens se sentiam mais seguros durante o dia. O mal foi, consequentemente, atribuido à noite. Na massa de distorções, porém, escondido sob o dogma, sempre houve uma pista da criatividade básica de todos os efeitos.

“Não há, então, nenhum diabo esperando para lhe carregar a lugar nenhum, a menos que você o crie por si mesmo, caso no qual o poder reside em você e não nos falsos diabos. A Crucificação e o drama anexado fizeram sentido, na ocasião, dentro de sua realidade. Surgiu no mundo da realidade física de dentro da realidade interna, da qual suas intuições e discernimentos mais profundos brotam.

“A raça trouxe, então, os eventos que melhor transmitiriam, em termos físicos, este profundo conhecimento não físico da indestrutibilidade da alma. Este drama em particular não teria feito sentido a outros sistemas com raizes de suposições diferentes do que o seu.”

~ Seth (Texto tirado e traduzido do livro “Seth Fala – A Eterna Validade da Alma”, capítulo 17)

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Como Relacionamentos Multidimensionais São Criados

Como Relacionamentos Multidimensionais São Criados

Excerto tirado do livro “Seth Fala: A Eterna Validade da Alma”.

CAPÍTULO 16: SISTEMAS PROVÁVEIS, HOMENS E DEUSES

Probabilidades são uma porção sempre presente de seu ambiente psicológico invisível. Você existe no meio de um sistema provável de realidade. Não é algo à parte de você. Até certo ponto é como um mar no qual você tem seu ser atual. Você está nele e ele está em você.

Ocasionalmente , nos níveis de superfície da consciência, você pode imaginar o que teria acontecido se você tivesse tomado outras decisões além das que tomou, escolhido parceiros diferentes, por exemplo, ou morado em outras partes do país.

Você pode imaginar o que teria acontecido se tivesse enviado uma carta importante, que decidiu não enviar, e apenas em tal imaginação você questiona a natureza das probabilidades. Mas há profundas conexões entre você mesmo e todos aqueles indivíduos com quem você teve uma relação e com quem você esteve envolvido em profundas decisões.

Estas não são nebulosas. Elas são interconexões psicológicas profundas que  ligam vocês uns aos outros, particularmente na estrutura telepática, embora isto possa estar sob a consciência normal. As conexões físicas irrealizadas que poderiam ocorrer, mas que não ocorreram, são trabalhadas em outras camadas da realidade.

O ambiente invisível dentro de sua mente não é tão solitário quanto você possa pensar e seu aparente isolamento interior é provocado pela persistência da guarda do ego. Ele não vê razão, por exemplo, pelo qual você deva ser informado do que ele não considera pertinente na atividade diária.

Eu não gosto da frase “avançar”, contudo, em seus termos, “avançar” como uma consciência é vir a ser mais e mais consciente destas outras materializações de sua própria identidade. Os Eus prováveis estão ganhando consciência dos outros Eus prováveis e percebendo que todos são várias manifestações da identidade verdadeira.

Eles não estão “perdidos”, enterrados ou negados em algum Super-Eu, sem livre arbítrio, auto-determinado ou auto-individualizado. Ao contrário, a identidade é o que eles são, com plena liberdade para expressar todas as prováveis ações e desenvolvimentos, ambos nesta realidade e nas outras que você não conhece.

Quando você se sente lendo este livro em seu momento presente no tempo, você está posicionado no centro de uma rede cósmica de probabilidades que é afetada por seu mais leve ato mental ou emocional.

Portanto, seus pensamentos e emoções seguem adiante, a partir de você, não apenas em todas as direções físicas, mas em direções que são bastante invisíveis para você, aparecendo em dimensões que você, presentemente, não entenderia.

Você também é o receptor de outros sinais vindos de outras probabilidades que estão conectadas com você mesmo, mas você escolhe aquelas das ações prováveis que você quer tornar reais ou físicas em seu sistema, como os outros também têm a liberdade de escolher nos sistemas deles.

Então, você origina idéias e as recebe, mas você não é forçado a atualizar atos prováveis irrealizados que vêm a você de outros Eus prováveis. Há uma atração natural entre você mesmo e outros Eus prováveis, conexões eletromagnéticas relacionadas com propulsões simultâneas de energia. Por isso, quero dizer energia que aparece simultaneamente, ambas para você e para Eus prováveis em outras realidades; conexões psíquicas relacionadas com uma reação singular, simpatizante, emocional e uma conexão que se mostra muito fortemente no estado de sonho.

Naquele estado, com as funções do ego um pouco acalmadas, há um pouco de comunicação considerável entre várias porções da identidade inteira. Em sonhos você pode ter um olhar rápido de estradas prováveis por onde você poderia ter ido. Você pode pensar que estas são fantasias, mas, ao invés, você pode estar percebendo um quadro legítimo de eventos que aconteceram dentro de outro sistema de probabilidades.

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Como Realidades São Criadas e Manifestadas

Como Realidades São Criadas e Manifestadas
SETH
Pintura do Retrato de Seth por Robert F. Butts

Trecho tirado do livro “Seth Fala: A Eterna Validade da Alma”. Faça contato comigo se deseja receber uma cópia gratuita deste livro.

CAPÍTULO 14: ESTÓRIAS DO COMEÇO E O DEUS MULTIDIMENSIONAL

Como a vida presente de qualquer indivíduo se eleva de dimensões escondidas além dessas facilmente acessíveis em termos físicos, e como ela puxa sua energia e poder para agir a partir das fontes inconscientes, assim o universo físico presente, como você o conhece, se eleva de outras dimensões. Assim, ele tem sua fonte e deriva sua energia de profundas realidades. A História, como você a conhece, representa apenas uma luz singular a partir de onde você se foca. Você interpreta os eventos que vê nela e projeta sobre seu [da luz] vislumbre a sua interpretação dos eventos que podem ocorrer. Assim, tão encantada é sua concentração que quando você imagina a natureza da realidade você automaticamente limita sua pergunta a esse pequeno vislumbre momentâneo que você chama de realidade física. Quando você pondera sobre os aspectos de Deus, você impensadamente fala do criador daquela luz singular. Aquela luz é única, e se você verdadeiramente entendesse o que é aquilo, você realmente entenderia a natureza da verdadeira realidade.

A História, como você a pensa, representa uma fina linha de probabilidades, na qual você está presentemente imerso. Ela não representa uma vida inteira de sua espécie ou o catálogo das atividades físicas, ou começa a contar a estória das criaturas físicas, suas civilizações, guerras, prazeres, tecnologias ou triunfos. A realidade é muito mais diversa, muito mais rica e indescritível do que você pode presentemente supor ou compreender. A evolução, como você a pensa como ela é categorizada por seus cientistas, representa uma linha provável da evolução, uma na qual, novamente, você está presentemente imerso.

Portanto, há muitos outros desenvolvimentos evolutivos igualmente válidos, igualmente reais que ocorreram, e que ocorrem, e que irão ocorrem, todos dentro de outros prováveis sistemas de realidade física. As diversas, infinitas possibilidades de desenvolvimento possivelmente nunca poderiam aparecer dentro de uma tênue estrutura da realidade.

Com esplêndida inocência e exuberante orgulho, você imagina que o sistema evolutivo, como você o conhece, é o único, que fisicamente não há nada mais. Agora, na realidade física que você conhece, há pistas e sugestões sobre a natureza de outras realidades físicas. Há, latente, em de suas próprias formas físicas outros sentidos, não usados, que poderiam ter vindo à frente, mas, em sua probabilidade, não vieram. Agora, tenho falado de desenvolvimentos terrenos, realidades aglomeradas sobre aspectos terrenos como você os conhece.

Nenhuma linha evolutiva é morta. Então, se em seu sistema ela desaparece, emerge dentro de outra. Todas as materializações prováveis de vida e a consciência têm o dia deles e cria essas condições dentro das quais eles podem florescer; e o dia deles, em seus termos, é eterno.

Estou falando agora, neste capítulo, principalmente sobre seu próprio planeta e sistema solar, mas o mesmo se aplica a todos os aspectos de seu universo físico. Você está ciente, então, de apenas uma específica, delicadamente equilibrada, única, porção da existência física. Você não são apenas criaturas de seres corpóreos , formando imagens de carne e sangue, embutidas num tipo particular de espaço e tempo; vocês também são criaturas se elevando de uma dimensão particularizadas de probabilidades, nascidos de dimensões de realidades ricamente servidas para seu próprio desenvolvimento, enriquecimento e crescimento.

Se você tem qualquer entendimento intuitivo como ainda relativo à natureza da entidade ou o do eu total, você verá que isso o coloca numa posição na qual certas habilidades, insights e experiências podem ser percebidas e na qual seu tipo único de consciência pode ser nutrido. Sua mínima experiência tem mais repercussões dentro desse ambiente multidimensional do que o cérebro físico pode conceber.

Pois, se você está intensamente preocupado com o que pode parecer um aspecto infinitamente curto de realidade, embora você pareça estar completamente embutido nele, apenas a maioria dos elementos “superficiais” do eu está encantada. Não gosto do termo “superfície” em relação a isto, embora eu o tenha usado para sugerir as numerosas porções do eu que estão, ao contrário, engajadas – algumas delas tão encantadas na realidade delas como você na sua.

A entidade, o verdadeiro eu multidimensional, está ciente de todas as partes de suas [dela] experiências e este conhecimento está, até certo ponto, disponível a estas outras porções do eu, incluindo, é claro, o eu físico como você o conhece. Estas várias porções do eu na verdade irão eventualmente (em seus termos) se tornar completamente consciente. Ponto. Essa consciência irá automaticamente alterar o que agora parece ser sua natureza e somar à multiplicidade da existência.

Há muitos sistemas prováveis de realidade, portanto, no qual os dados físicos predominam, mas tais probabilidades físicas representam uma pequena porção. Cada um de vocês também existe em sistemas não físicos e expliquei anteriormente que a seu mais ínfimo pensamento ou emoção é manifestado em muitos outros modos do que em seu próprio campo de existência.

Só uma porção de sua identidade inteira está “presentemente” familiarizada a você, como você a conhece. Então, quando você considera a questão de um ser supremo, você imagina uma personalidade masculina com essas habilidades que vocês mesmos possuem, com grande ênfase em qualidades que você mesmo admira. Este deus imaginado tem, portanto, mudado através de seus séculos, refletindo as idéias mutantes que o homem tem.

Deus foi visto como cruel e poderoso quando o homem acreditou que estas eram características desejáveis, necessárias particularmente em suas batalhas pela sobrevivência física. Ele projetou estas idéias pessoais de um deus porque ele as invejou e as temeu. Você lançou sua idéia de deus, portanto, em sua própria imagem.

Em uma realidade que é incompreensivelmente multidimensional, os velhos conceitos sobre Deus são relativamente sem sentido. Até mesmo o termo, um ser supremo, é em si mesmo distorcido, pois você naturalmente projeta as qualidades da natureza humana nele. Se eu lhe dissesse que Deus fosse uma idéia, você não entenderia o que eu quero dizer, pois você não entende as dimensões nas quais uma idéia tem sua realidade, ou a energia que a pode originar e impelir. Você não acredita nas idéias da mesma maneira que acredita em objetos físicos, então se eu lhe disser que Deus é uma idéia, você interpretará mal, como se Deus fosse menos do que real – nebuloso, sem realidade, sem propósito, e sem motivo de ação.

Agora, sua própria imagem física é a materialização de sua idéia de si mesmo com as propriedades da matéria. Sem a idéia de si mesmo, sua imagem física não seria; ainda, frequentemente, é tudo do qual você está ciente. O poder inicial e a energia da idéia de si mesmo mantém sua imagem viva. Idéias, então, são muito mais importantes do que você percebe. Se você tentar aceitar a idéia de que sua própria existência é multidimensional, de que você habita dentro da média das probabilidades infinitas, então você pode apreender um pequeno vislumbre da realidade que está atrás da palavra “deus” e pode entender a razão pela qual é quase impossível capturar um verdadeiro entendimento deste conceito em palavras.

Deus, portanto, é, em primeiro lugar, um criador, não de um universo físico, mas de uma variedade infinita de prováveis existências, muito mais vastas do que estes aspectos do universo físico com o qual seus cientistas estão familiarizados. Ele simplesmente não enviou, portanto, um filho para viver e morrer em um pequeno planeta. Ele é uma protuberância de todas as probabilidades.

Há parábolas contadas e estórias de começos. Todas estas são tentativas de transmitir um conhecimento em termos mais simples quanto possível. Freqüentemente foram dadas respostas a perguntas que literalmente não têm nenhum significado fora de seu próprio sistema de realidade.

Por exemplo: Não houve nenhum começo e não haverá nenhum fim, ainda assim as parábolas têm lhe dito de começos e finais simplesmente porque com suas idéias distorcidas de tempo, começos e finais parecem ser inseparáveis, eventos válidos.

Conforme você aprende a mudar o foco de sua atenção para longe da realidade física e, consequentemente, vivencia alguma ínfima evidência de outras realidades, sua consciência pulará das velhas idéias, que fazem com que as verdadeiras explicações sejam impossíveis de compreender. A consciência multidimensional está disponível para você em seus sonhos, porém, em alguns estados de transe e frequentemente até mesmo sob a consciência ordinária que você usa para viver o seu dia.

Esta consciência dá a experiência pessoal com a riqueza multidimensional que não existe à parte dela, mas misturada à ela, dentro, através, e em todo seu mundo físico de sentidos. Dizer que a vida física não é real é negar que a realidade penetra toda aparência e é uma protuberância de todo aparecimento. Da mesma maneira, Deus não existe à parte de ou separado da realidade física, mas existe nela e como uma protuberância dela, como ele existe em e como uma protuberância de todos os outros sistemas de existência.

Sua figura de Cristo representa, simbolicamente, sua idéia de Deus e seus relacionamentos. Havia três indivíduos separados cuja história se misturou, e eles foram conhecidos coletivamente como Cristo – conseqüentemente muitas discrepâncias em seus registros. Estes eram todos machos porque àquele ponto de seu desenvolvimento, você não teria aceitado uma contra parte feminina.

Estes indivíduos eram uma protuberância de uma entidade. Você não poderia imaginar Deus senão como um pai. Nunca teria lhe ocorrido imaginar um deus em nenhum outro termo humano. Componentes terrenos. Estas três figuras trabalharam um drama, altamente simbólico, impelido por uma energia concentrada de grande força.

Os eventos como são registrados, porém, não aconteceram na história. A crucificação de Cristo foi um evento psíquico, não um evento físico. Idéias de magnitude quase inimaginável foram encenadas.

Por exemplo, Judas não foi um homem, em seus termos. Ele foi – como todos os outros discípulos – uma “personalidade fragmentada” criada, abençoada, formada pela personalidade de Cristo. Ele representou o eu-traidor. Ele dramatizou uma porção de cada personalidade individual que se foca sobre a realidade física de uma maneira ávida, e que nega o eu interior à ganância.

Cada uma das doze qualidades representadas da personalidade, que pertence a um indivíduo, e o Cristo como você o conhece, representa o eu interior. Os doze, portanto, mais Cristo, como você o conhece, (uma figura composta por três) representaram uma personalidade individual terrena – o eu interior – e doze características principais conectadas com o eu egotista. Como o Cristo era rodeado pelos discípulos, assim o eu interior é rodeado por estas características fisicamente orientadas, cada uma puxada para fora e para dentro na realidade diária por um lado e, ainda, orbitando o eu interior.

Os discípulos, então, receberam características da realidade física pelo eu interior, como todas as características terrenas vêm de sua natureza interior. Esta era uma parábola viva, feita em carne entre vocês – um jogo cósmico trabalhado por sua causa, assessorado em termos que vocês poderiam entender.

As lições foram claras, como todas as idéias atrás delas, personificadas. Se você perdoar o termo, foi como uma peça local com sentido moral, encenada na esquina de seu universo. Isso não significa que foi menos real do que você previamente supôs. De fato, as implicações do que é dito aqui poderiam claramente indicar os aspectos divinos mais poderosos.

As três personalidade de Cristo nasceram sobre seu planeta e, de fato, se tornou carne entre vocês. Nenhuma delas foi crucificada. Os doze discípulos eram materializações das energias destas três personalidades – suas energias combinadas. Eles foram completamente dotados, então, de individualidade, portanto, mas a tarefa principal deles era manifestar claramente dentro deles mesmos certas habilidades inerentes dentro de todos os homens.

Os mesmos tipos de dramas, de modos diferentes, foram determinados e embora o drama seja sempre diferente, é sempre o mesmo. Isto não significa que um Cristo tenha aparecido em cada sistema de realidade. Isto significa que a idéia de Deus se manifestou em cada sistema de um modo que é compreensível aos habitantes.

Este drama continua existindo. Ele não pertence, por exemplo, a seu passado. Você só o colocou ali. Isto não significa que sempre re-ocorre. O drama, então, estava longe de não ter sentido e o espírito de Cristo, em seus temos, é legítimo. É o Deus-drama provável que você escolhe perceber. Houveram outros que foram percebidos, mas não por você, e há tais outros dramas existindo agora. Tenha ocorrido a crucificação física ou não, foi um evento psíquico e existe assim como todos os outros eventos conectados ao drama.

Muitos eram físicos, mas alguns não. O evento psíquico afetou seu mundo totalmente como o até mesmo o físico, como é óbvio. Todo o drama ocorreu como um resultado da necessidade do gênero humano. Ele foi criado como um resultado daquela necessidade, cresceu dela, mas não se originou dentro de seu sistema de realidade.

Outras religiões foram baseadas em dramas diferentes, nos quais as idéias foram atuadas de um modo compreensível para várias culturas. Infelizmente, as diferenças entre os dramas freqüentemente conduziram a má interpretações, e foram usados como desculpas para guerras. Estes dramas também são trabalhados privadamente no estado de sonho. As figuras personificadas de Deus primeiro foram introduzidas ao homem no estado de sonho e o caminho, então, preparado.

Em visões e inspirações, os homens souberam que o drama de Cristo seria ordenado e, consequentemente, reconheceu isto pelo que era quando ocorreria fisicamente. Seu poder e força se voltaram, então, para o universo de sonho. Isto aumentou seu vigor e intensidade através da materialização física. Nos sonhos privados, os homens, então, relacionaram as figuras principais no drama e no estado de sonho eles reconheceram sua verdadeira importação.

Deus é mais que a soma de todos os sistemas prováveis de realidade que ele criou, e, ainda, está dentro de cada um destes, sem exceção. Ele está, portanto, dentro de cada homem e mulher. Ele também está dentro de cada aranha, sombra, e sapo, e isto é o que homem não gosta de admitir.

Deus só pode ser vivenciado, e você o vivencia, perceba ou não, através de sua própria existência. Ele não é macho ou fêmea, portanto, e eu uso os termos apenas por conveniência. Na verdade mais inevitável, Ele não é humano, em seus termos, nem em seus termos Ele é uma personalidade. Suas idéias de personalidade são muito limitadas para conter as múltiplas facetas da existência multidimensional de Deus.

Por outro lado, Ele é humano, nisto Ele é uma porção de cada individual; e dentro da imensidade da experiência dEle, Ele mantém uma “forma idéia” de Si mesmo como humano, à qual você pode se relacionar. Ele literalmente foi feito carne para morar entre vocês, pois Ele forma a sua carne e nisto Ele é responsável pela energia que dá vitalidade e validade a seu eu privado multidimensional, que, por sua vez, forma sua imagem conforme com suas próprias idéias.

Este multidimensional eu privado, ou a alma, tem, portanto, sua validade eterna. Ele é apoiado, suportado, mantido pela energia, a vitalidade inconcebível, do Tudo-Que-É.

Não pode ser destruído, portanto, este seu eu interior seu, tampouco ser diminuído. Ele compartilha as habilidades que são inerentes ao Tudo-Que-É. Ele precisa, portanto, criar como é criado, pois este é a grande dádiva que está por trás de todas as dimensões de existência, o derramamento a partir da fonte do Tudo-Que-É. Identificarei no devido tempo a figura da terceira personalidade de Cristo.

Porém, agora, estou interessado nos aspectos multidimensionais do Tudo-Que-É. Tal realidade pode ser apenas experienciada. Não há fatos que possam ser dados que possam retratar qualquer fidelidade os atributos do Tudo-Que-É.

Esta realidade e esses atributos aparecerão dentro de vários sistemas de realidade de acordo com os dados de camuflagem de qualquer sistema determinado. A experiência interior com o Deus multidimensional pode surgir em duas áreas principais. Uma é através da realização que esta primariedade move a força que está em tudo que você pode perceber com seus sentidos. O outro método é perceber que essa força motiva primária tem uma realidade independente de sua [dela, da força NT] conexão com o mundo das aparências.

Todos os contatos pessoais com o Deus multidimensional, todos os momentos legítimos de consciência mística, sempre terão um efeito unificador. Eles, no entanto, não isolarão o indivíduo envolvido, mas, ao contrário, ampliará suas percepções até que ele experiencie a realidade e a singularidade de muitos outros aspectos da realidade das quais ele [o indivíduo NT] é capaz.

Então, ele se sentirá menos isolado e menos à parte. Ele não se relacionará como um ser sobre os outros por causa da experiência. Ao contrário, ele receberá uma noção de compreensão na qual percebe a si mesmo único com o Tudo-Que-É.

Como há porções da realidade que você não percebe conscientemente, e outros sistemas de probabilidades dos quais você não está conscientemente ciente, também há aspectos divinos primários que você não pode, neste momento, compreender. Há, portanto, prováveis deuses, cada um refletindo a seu modo os aspectos multidimensionais da identidade primária tão grande e deslumbrantemente que nenhuma realidade, a partir de um tipo particular de existência, poderá contê-la.

Eu tentei lhe dar alguma idéia dos efeitos criativos de longo alcance de seus próprios pensamentos. Com isso em mente, então, é impossível imaginar as criatividades multidimensionais que podem ser atribuídas ao Tudo-Que-É. O termo “Tudo-Que-É” pode ser usado como uma designação para incluir todas as probabilidades divinas em todas as manifestações dela [de Deus NT].

Agora, talvez seja mais fácil para alguns de vocês entenderem as simples estória e parábolas dos começos dos quais falei. Mas o é chegado o tempo para o gênero humano dar vários passos adiante, para expandir a natureza de sua própria consciência para tentar compreender uma versão mais profunda da realidade.

Você superou o tempo dos contos infantis. Quando seus próprios pensamentos tiverem uma forma e realidade, quando eles tiverem validade, mesmo em outros sistemas de realidade das quais você está inconsciente, então não será difícil entender o motivo pelo qual os outros sistemas de probabilidades também são afetados por seus pensamentos e emoções – nem porque as ações dos prováveis deuses não são afetadas pelo que acontece nas outras dimensões de existência.

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O Eu-Todo Como Macho e Fêmea

O Eu-Todo Como Macho e Fêmea

Trecho tirado do livro “Seth Fala: A Eterna Validade da Alma”.

CAPÍTULO 13: REENCARNAÇÃO, SONHOS E O MASCULINO E FEMININO ESCONDIDOS NO EU

Como mencionei anteriormente, cada pessoa vive vidas masculinas e femininas. Como uma regra, a memória consciente destes não é retida. Para prevenir uma super identificação do indivíduo com seu sexo presente, no macho reside uma personificação interior de feminilidade. Esta personificação de feminilidade no macho é o verdadeiro significado do que Jung chamou de “anima” (principio vital, vida, alma. NT)

A anima no macho é, portanto, a memória psíquica e a identificação de todas as existências femininas prévias nas quais o eu interior foi envolvido. Ele contém em si o conhecimento das histórias femininas passadas do macho presente e a compreensão intuitiva de todas as qualidades femininas com as quais a personalidade é naturalmente dotada.

Então, a anima é uma proteção importante, prevenindo o macho da super identificação com quaisquer características masculinas culturais que foram profundamente impostas a ele através do histórico atual, do ambiente e da educação. A anima não apenas serve como uma influência pessoal, mas como uma influência da civilização de massa, amadurecendo fortemente as tendências agressivas e servindo também como uma ponte na comunicação com as mulheres num relacionamento familiar e também comunicando como isto é aplicado através das artes e da verbalização.

O macho sonhará freqüentemente consigo mesmo, no entanto, como uma fêmea. O modo particular pelo qual ele faz isto, pode dizer a ele muito sobre seu próprio histórico reencarnacional, no qual ele operou como uma fêmea. A masculinidade e a feminilidade não são obviamente opostas, mas tendências que emergem. A sacerdotisa, a mãe, a jovem bruxa, a esposa, e a sábia anciã – esses tipos gerais são arquétipos, simplesmente porque eles são “elementos enraizados”, representando, simbolicamente, os vários tipos das chamadas qualidades e os vários tipos das vidas femininas que foram vividas por machos.

Eles também foram vividos por fêmeas, claro. Porém, as mulheres não precisam ser lembradas de sua feminilidade, mas, novamente, de forma que elas não se super identificam com seu sexo presente, há o que Jung chamou de “animus”, ou o macho escondido dentro da mulher.

Porém, novamente, isto representa as vidas masculinas com que o eu tem estado envolvido – o rapaz jovem, o padre, o homem selvagem e agressivo, e o ancião sábio. Estes são tipos, representando geral e simbolicamente vidas masculinas passadas vividas pelas mulheres presentes. As mulheres, portanto, podem aprender muito sobre seus passados reencarnacionais como homens, através do estudo destes sonhos nos quais estes tipos aparecem ou nos quais elas mesmas aparecem como homens.

Através da anima e do animus, personalidades presentes assim denominadas são capazes de trazer conhecimento, e intuições, e históricos que foram derivados de existências passadas como o sexo oposto. Em algumas ocasiões, por exemplo, a mulher pode extrapolar e exagerar nas características femininas, casos em que o animus ou o macho nela vem em sua ajuda, trazendo, através das experiências de sonho, uma arremetida de conhecimento que resultará em reações compensatórias masculinas.

O mesmo se aplica a um macho quando ele se super identifica com o que ele acredita serem características masculinas, por qualquer razão. A anima, ou a mulher nele, se levantará para ações compensatórias, causando uma erupção de habilidades intuitivas, trazendo um elemento criativo que compense a agressividade.

Idealmente, deixadas sós, essas operações resultariam num equilíbrio individual e em massa, onde a agressividade sempre seria usada criativamente, como realmente pode e deve ser.

O animus e a anima são, é claro, psiquicamente altamente carregadas, mas a origem deste custo psíquico e a fascinação interior são o resultado de uma identificação interna bastante legítima com estas características personificadas do outro sexo.

Elas apenas não têm uma realidade na psique, portanto, mas são fixadas nos dados geneticamente classificados pelo eu interior – uma memória genética dos eventos psíquicos passados – transpostos para a memória genética das mesmas células que compõem o corpo.

Cada eu interior, adotando um novo corpo, impõe sobre ele, e sobre toda a sua genética, memória das formas físicas passadas nas quais esteve envolvido. Agora, as características presentes normalmente obscurecem as passadas. Elas são dominantes, mas as outras características estão ocultas e presentes, construídas dentro do padrão. O padrão físico do corpo presente, então, é uma memória genética do passado das formas físicas do eu e de suas forças e fraquezas.

Tentarei colocar isto tão simples quanto possível. Há camadas presentemente invisíveis no corpo, a camada mais alta que você vê representa, é claro, a forma física presente. Mas, emaranhada dentro desta há o que é a quantia das camadas invisíveis, “sombrias”, camadas ocultas que representam imagens físicas passadas que pertenceram à personalidade.

Elas são mantidas em suspenso, por assim dizer. Elas são eletromagneticamente conectadas à estrutura atômica do corpo presente. Para seu modo de pensar, elas estão não focadas. Elas são uma parte de sua herança psíquica, porém.

Freqüentemente você pode chamar uma força passada de um corpo prévio, para ajudar a compensar uma fraqueza presente. O corpo não só carrega a memória biológica de sua própria condição passada nesta vida, portanto, mas indelevelmente com ela, até mesmo fisicamente, estão as memórias dos outros corpos que a personalidade formou em reencarnações previas.

O anima e o animus são intimamente conectados com essas imagens do corpo interior. Estas imagens do corpo são altamente carregadas psiquicamente e também aparecem no estado de sonho. Elas operam como compensações e lembranças para lhe prevenir de se super identificar com seu corpo físico presente.

Elas são, é claro, macho e fêmea. Quando você está doente, no estado de sonho você tem experiências freqüentes, nas quais você parece ser outra pessoa com um corpo completamente saudável. Freqüentemente tal sonho é terapêutico. Um corpo reencarnacional “mais velho” veio em seu auxilio, a partir do qual você tirou força através da memória de saúde dele.

Experiências reencarnacionais são parte da estrutura do eu, uma face da realidade multidimensional da vida psíquica. Estas experiências irão, portanto, estar refletidas não apenas no estado de sonho, mas em outras camadas de atividade.

O tecido do eu presente é entrelaçado com estes “passados” reencarnacionais e, a partir deles, o eu presente tira inconscientemente de seu próprio banco de características de personalidade, atividades e insights. Freqüentemente recordações de vida passadas vêm à superfície, mas não são reconhecidas como tais, já que aparecem em forma de fantasia, ou são projetadas em criações artísticas.

Por exemplo, muitos escritores de peças históricas estão escrevendo de uma experiência direta naqueles tempos. Tais exemplos representam um trabalho harmônico de concordância entre o eu presente e a inconsciência, que trazem estas memórias à superfície de tal maneira que a vida presente é enriquecida. Muito frequentemente. Freqüentemente, a verdadeira consciência da situação se torna quase consciente e só sob a consciência o indivíduo conhece a fonte da autenticidade de seu material.

Em sonhos, muito freqüentemente, este material reencarnacional é lançado, de forma similar, em um molde dramático. Sob tudo isso, a anima e o animus trabalham juntos, novamente, não em oposição, mas misturando características. Juntos, é claro, eles representam a fonte de criatividade, tanto psíquica quanto fisicamente.

A anima representa a “interioridade” inicial necessária, o estado meditativo, cuidadoso, intuitivo, as características voltadas interiormente, o foco interno do qual a criatividade vem.

A palavra “passivo” é uma palavra pobre para descrever as características da anima, nela há a sugestão da falta de movimento, e este raramente é o caso. É verdade que a anima se permite ser vivenciada assim, mas o motivo por trás disto é o desejo e a necessidade de sintonização para com outras forças que são supremamente poderosas.

O desejo da rapidez, no entanto, é tão forte na anima como o desejo oposto, pelo descanso. As características do animus provêem o ímpeto agressivo que remete a personalidade de volta, do externo para as atividades físicas, mantendo triunfantemente os produtos da criatividade que as características da anima asseguraram.

O Eu todo é obviamente a soma destas características, e mais. Após a encarnação final, o físico, o tipo de criatividade sexual, simplesmente não é mais necessário. Em outras palavras, você não precisa reproduzir fisicamente. Em termos simples, todo o Eu contém características masculinas e femininas, finamente sintonizadas juntas, misturadas de forma que a verdadeira identidade pode, então, se elevar – pois não pode enquanto um grupo de características tem que ser enfatizado sobre o outro grupo, como deve ser durante sua existência física presente.

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